quinta-feira, 21 de junho de 2018

Artista do Mês da Kick Push - Chorão e Charlie Brown Jr.


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A não ser que você esteja apenas começando a curtir um som legal, é praticamente impossível nunca ter sequer ouvido falar no mito que temos como Artista do Mês: Alexandre Magno Abrão, nosso eterno Chorão.

Chorão tinha tudo pra dar pra “ruim” nessa vida, mas seu amor pelo skate, pela música e principalmente pela vida firmaram seus pés no caminho do sucesso de uma forma que mesmo não estando entre nós ainda é lembrado.

Ele nasceu no dia 9 de abril de 1970 em São Paulo, e sempre teve uma vida dura. Quando tinha 11 anos seus pais se divorciaram, e Chorão passou a morar apenas com a mãe, que trabalhava fazendo pastéis para que ele entregasse.

Apesar de nunca ter sido muito bom na escola sua situação em casa só fez piorar as coisas, e como se não bastasse ele ainda se metia sempre com os piores da turma dos colégios estaduais.

Quando estava ainda na sétima série Chorão largou de vez a escola e começou a ter alguns problemas com a polícia.

Sua trilha com o skate começou quando tinha mais ou menos 14 anos, na mesma época em que sua mãe teve um derrame e chegou perto da morte.

Chorão podia ser considerado um prodígio do freestyle, e mesmo com um tênis e skate inferior já começou a participar de campeonatos com apenas 1 ano estava sempre entre os melhores.

Foi pelo skate também que surgiu o seu apelido, pois ele costumava cair no choro a cada vez que não conseguia realizar alguma manobra.

Junto com sua paixão pelo skate, veio a paixão pela música, fazendo com que ele sempre desse um jeitinho de arranjar dinheiro para comprar CDs.

No ano de 1989 o skate teve que deixar de ser uma de suas prioridades, isso porque o seu primeiro filho nasceu, tendo Chorão apenas 19 anos. Com isso, ele começou a trabalhar.

E o trabalho foi uma das grandes aventuras de Chorão, pois esse cara já foi de tudo um pouco nessa vida, até mesmo corretor de imóveis e vendedor de cartões de Natal.

Foi apenas com 21 anos que seus caminhos no ramo musical começaram a se abrir, isso logo após ele roubar o microfone de um vocalista de uma banda num bar enquanto bêbado e começar a fazer improvisos.

Graças à essa “loucura” ele foi chamado para um teste com a banda What’s Up, e chegou até mesmo a começar a gravação de um álbum que nunca chegou a sair.

Além de ser o início de sua carreira, foi pela What’s Up que Chorão pôde conhecer o baixista Champingnon, ainda com 12 anos na época.

Após o fim da What’s Up, Chorão e Champingnon junto com Renato Pelado, Marcão e Thiago Castanho formaram a banda que veio a consagrar Chorão, a Charlie Brown Jr em sua formação original.

A banda era uma grande mistura entre o rock, hardcore, reaggae e a grande influência do skate. Logo logo começou a ser famosa no cenário underground de São Paulo, fazendo shows principalmente em eventos de skate.

O primeiro álbum da banda chegou depois de uma demo ser entregue ao Rick Bonadio em 1997, o “Transpiração Contínua Prolongada”, onde alguns dos singles mais famosos do CBRJr foram lançados, “Proibida Pra Mim (Grazon)”, Tudo Que Ela Gosta de Escutar” e “Quinta-Feira”.





Com apenas mais 2 anos, em 1999, foi lançado o álbum “Preço Curto...Longo Prazo”, com os singles “Zóio de Lula”, “Te Levar” e “Não Deixe o Mar Te Engolir”. Inclusive a música “Te Levar” foi o tema de abertura da novela Malhação durante 7 anos.





No ano de 2000 o Chorão perdeu seu pai, época em que a música “Talvez a Metade do Caminho” foi feita. Nesse mesmo ano a banda lançou o álbum “Nadando com Tubarões”, com “Rubão – O Dono do Mundo”.




Após um tempo, Thiago se despede do grupo, que logo depois ganha o Video Music Awards. O quarto álbum da banda também é o primeiro como um quarteto, o “100% Charlie Brown Jr.  – Abalando a sua Fábrica”.

Nesse álbum damos destaque para “Lugar ao Sol”, “Como Tudo Deve Ser” e “Hoje eu Acordei Feliz”. .





Com umas apresentações em Portugal chegou o álbum “Bocas Ordinárias”, com “Papo Reto (Prazer é Sexo, O Resto é Negócio” e “Só Por Uma Noite”.




Foi no ano de 2003 que a banda pôde gravar o famosíssimo Acústico MTV, tendo artistas como Marcelo D2 e Negra Li como convidados.

No ano seguinte veio o álbum “Tamo Aí na Atividade”, tendo “Champangne e Água Benta” como principal single, e seu clipe gravado apenas por Chorão.



Apesar da carreira até então bem promissora, os problemas com a banda e com as drogas afetaram muito sua vida.

Em 2005, após muitos boatos e histórias de que a banda iria se separar, Chorão teve que lidar com a saída de todos os integrantes da banda, muito por brigas entre eles.

Foi nessa época que a dependência de Chorão com a cocaína ficou ainda pior, ainda mais com o “fim da banda” e com a sua separação de sua segunda mulher. Nesse momento sua família até tentou uma internação, que foi falha.

Mesmo com todos pensando que Chorão seguiria carreira solo ou daria fim a mesma, ele continuou com o CBRJr em uma nova formação, contando com Thiago Castanho como o único integrante da primeira formação além do próprio Chorão.

Com essa nova formação veio o álbum “Imunidade Musical”, com a famosa “Lutar Pelo o que é Meu”. Em 2007 também chegou o “Ritmo, Ritual e Poesia”, onde vieram as músicas “By Myself”, “Pontes Indestrutíveis e “Uma Criança com Seu Olhar”.






A banda então passou por um processo de mudança de gravadora e de baixista também, e voltou a ser produzida pelo Rick Bonadio. Com ele veio o álbum tão conhecido “Camisa 10 (Joga Bola Até na Chuva)”, tendo “Me Encontra” e “O Dom, a Inteligência e a Voz”, que seria gravada por Cássia Eller antes de morrer.




Já em 2011 o CBRJr teve mais problemas com a gravadora e com integrantes, mas dessa vez eles vieram pro bem. Chorão e Champingnon finalmente se reconciliaram e a formação original da banda votou à tona.

Com essa formação original foi lançado um novo – e último com Chorão vivo – álbum da banda, o “Música Popular Caiçara”, com o clássico “Céu Azul”.



Ainda assim Chorão e Champingnon voltaram a se bicar, inclusive durante show, resultando a saída do Champingon no meio do mesmo, acabando com uma possível reconciliação graças aos fãs.

Em 2013 foi divulgado um single que viria a ser do novo álbum da banda, o “Meu Novo Mundo”, porém, Chorão não viveu para ver isso.

No dia 6 de março desse mesmo ano ele foi encontrado morto por overdose de cocaína no apartamento que ele usava para se drogar, acreditando-se que a morte ocorreu entre os dias 4 e 5 de março, pois há alguns dias os amigos já não tinham contato com ele

Apesar de sua morte, o seu legado perdura até hoje, inclusive com um single lançado após sua morte como forma de tributo, o “Um Dia a Gente se Encontra”.



Para nós da Kick Push é uma imensa honra ter o eterno Chorão como nosso Artista do Mês, sendo divulgadores de seu incrível trabalho junto do Charlie Brown Jr.

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