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O Movimento LGBT no Hip-Hop


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Nesse mês de maio celebramos uma data de grande importância, o Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia em 17 de maio.

Foi nessa data em 1990 que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela OMS – Organização Mundial da Saúde.

Tendo em vista essa data e essa luta do grupo LGBT que nós da Kick Push vimos importância em discutir sobre a presença e representatividade dos LGBTs na área do hip-hop.

Como infelizmente sabemos, apesar do início do movimento hip-hop se dar principalmente em prol das minorias sociais da época – como negros e pobres –, ele também pôde ser extremamente preconceituoso.

Esse preconceito vinha para o lado das mulheres, homossexuais, pessoas que não são negras, entre algumas outras classes de pessoas.

Se falando dos homossexuais em geral, até os dias atuais ainda é “comum” em diversas músicas ofender ou atacar outros rappers ou pessoas os chamando de gays, “bichas” e vários outros termos.

Por causa desses tipos de ataques e repressões, durante muito tempo rappers negaram sua sexualidade para que conseguissem o respeito e prestígio necessário dentro do ramo.

Sendo assim, o fato está bem estampado dentro do hip-hop: existe sim homofobia, e não só no passado, mas também no presente.

Ok, atualmente a defesa do movimento para com o grupo LGBT e outros tem aumentado, isso graças às incansáveis lutas diárias de todas essas pessoas, mas não muda o fato da incidência ainda ser muito grande.

Com o passar do tempo e com o fortalecimento do grupo LGBT, a sua aceitação e representatividade dentro do movimento do hip-hop tem aumentado, com a existência e a notoriedade de rappers LGBTs de responsa, os chamados Queer Rappers.

Aqui no Brasil, um desses rappers é o Rico Dalassan, provavelmente o mais conhecido de todo o nosso cenário. Algumas de suas músicas mais famosas são “Fogo em Mim” e “Esse Close eu Dei”.




Já no cenário internacional, temos como destaque o Frank Ocean, que se revelou abertamente quando a empresa do hip-hop começou a ser conhecida mundialmente como homofóbica.

Ele é o compositor da faixa da Beyoncé “I Miss You” e tem como sucessos “Thinking Bout You” e “Novacanne”.


 


Com a luta incessante e a conscientização feita por esses rappers e várias outras pessoas, cada vez mais o grupo dos LGBTs ingressa e se fortalece dentro do movimento do hip-hop.

A luta tem ficado tão marcante que nos Estados Unidos surgiu um nome para isso: o homo hop.

De uma forma geral, o homo hop engloba todas as músicas e movimentos contra a homofobia e outros preconceitos praticados pela indústria e músicos dos hip-hop contra o grupo LGBT.

São esses movimentos que deram vida a diversos outros grupos e festivais, como o PeaceOUT World Homo Hop Festival, por exemplo. Além disso, também mobilizou artistas e personalidades heterossexuais, fortalecendo essa luta.

Por mais que seja triste admitir que o fim de toda essa homofobia ainda não irá acontecer no tempo em que queremos, é revigorante saber que não faltarão esforços para que isso aconteça.

Até lá, o movimento dos Queer Rappers só tende a crescer, mostrando principalmente para a indústria do rap que o que importa é o rapper em si e seu talento, e não o seu gênero ou orientação sexual.

Com isso, a Kick Push também continua nessa luta para uma sociedade mais justa e inclusiva, que respeite a personalidade de cada um, sem distinção de pessoas.
 
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