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Artista do Mês a Kick Push - Gabriel, o Pensador


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Dessa vez viemos falar de um cara muito especial, ele é rapper, escritor, compositor e ativista social. Seu nome é Gabriel Coutinho, mas provavelmente você deve conhece-lo apenas como Gabriel, o Pensador.



Ao contrário da maioria dos rappers que já trouxemos para o nosso Artista do Mês, Gabriel, o Pensador não sofria por questões sociais. Nasceu em uma família de classe média, sua mãe, Belisa Ribeiro era jornalista e seu pai, Miguel Coutinho, um médico.


A gravidez de sua mãe foi de risco, e havia a possibilidade de ter nascido morto. Ainda assim, Gabriel nasceu com saúde. Seus pais se separaram quando tinha 6 meses, e passou a ser criado pela mãe.



Desde pequeno já era notável o interesse do garoto pela música, que só aumentou depois de ingressar para a banda do colégio. Ainda assim, sua aproximação com o rap só ocorreu depois de seu mudar para a Zona Sul do Rio de Janeiro, em São Conrado.



Lá, Gabriel passou a conviver com moradores da favela da Rocinha, que lhe apresentaram ao rap. Da paixão do rap também veio a paixão à dança, mais especificamente ao break, influenciado pelo sucesso do single “Thriller”, do Rei do Pop Michael Jackson.



A sua adolescência foi abençoada, e se deu entre estudo, música, composições, dança e muito surfe.



Até então, não havia lançado nenhuma música, mas isso mudou depois de ingressar na faculdade PUC-Rio – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – onde cursava Comunicação Social.



Nessa época, ano de 1992, Gabriel lançou a música “Tô Feliz (Matei o Presidente)”, que refletia o momento político da época, com a renúncia do então presidente Fernando Collor de Mello.





A música foi enviada para uma rádio praticamente falida na época, RPC FM, e instantaneamente se tornou um hit, sendo pedida várias vazes. Infelizmente ela foi censurada cinco dias após seu lançamento.



Com esse sucesso, conseguiu uma parceria com a Sony Music que logo após veio a se tornar um contrato, firmado com o lançamento do seu primeiro CD demo intitulado “Gabriel o Pensador”, com os singles “Retrato de um Playboy”, “Lavagem Cerebral” e “Lôrraburra”.







Graças ao álbum Gabriel conquistou o 7º Prêmio da Música Brasileira, como revelação masculina do pop rock.



Já em 1995 foi lançado o seu segundo álbum, o “Ainda é Só o Começo” que por causa da sua polêmica não obteve muita repercussão inicial. Muitos educadores protestaram contra a música “Estudo Errado” e religiosos contra “FDP”, mas isso não fez com que Gabriel não levasse o prêmio VMB 1996 de melhor videoclipe de rap.






O álbum “Quebra-Cabeça” chega logo depois, em 1997, e contém músicas famosas do Gabriel, como “Cachimbo da Paz”, “Eu e a Tábua”, “Pátria que Me Pariu” e “1345Meia78”

Esse álbum é considerado um marco do Pensador, com mais de um milhão e meio de cópias vendidas. 








Por causa do sucesso internacional de “Quebra-Cabeça” – que estourou até em Portugal – Gabriel foi convidado para fazer as aberturas dos shows da turnê da banda U2 no Brasil, em 1998.



Como que para comemorar seu sucesso, em 1998 é lançado o álbum de compilação “Gabriel o Pensador: As Melhores”, que continuou seu sucesso internacional: manteve-se por duas semanas entre os 30 discos mais ouvidos de Portugal.


Ainda nesse mesmo ano Gabriel lança o seu quarto álbum de estúdio, o “Nádegas a Declarar”, pelo qual conquistou o seu disco de ouro pela ABPD. Assim como os outros, esse álbum conteve participações marcantes e músicas que defendiam as minorias sociais, por exemplo: “Não Dá Pra Ser Feliz”, com Gonzaguinha, “Astronauta” com Lulu Santos e em “Nádegas a Declarar” com Fernanda de Abreu.







Além destas, o álbum também contou com as canções “Brazuca”,Cantão” e “Cachorrada”.






Foi também no ano de 1999 que Gabriel se casou com a também cantora e atriz Ana Lima – ou Aninha Lima – que conheceu ainda no colégio e chegou a ser sua backing vocal por anos.


“Seja Você Mesmo (Mas Não Seja Sempre o Mesmo)” chegou no ano de 2001, junto com o lançamento do seu primeiro livro pela Editora Objetiva, o “Diário Noturno”

Enquanto suas músicas “Se Liga Aí”, “Brasa” e “Até Quando?” estouravam, seu livro também ganhava sucesso.






Com o gênero ainda novo de agenda biolírica, é um misto de fotos, crônicas e poemas, páginas de diários e até mesmo de mostra de provas escolares. Gabriel foi descrito pelo escritor Luis Fernando Veríssimo como “Pessoa pensante e artista falante”.



No ano de 2002 Gabriel foi presenteado com o seu primeiro filho ao lado de Aninha Lima, o Tom, que ganhou esse nome como uma homenagem ao Tom Jobim. Já em 2003, foi lançado o seu álbum de comemoração aos 10 anos de carreira, o “MTV Ao Vivo”, junto com CD e DVD ao vivo.



Além de versões alternativas e continuações de outras músicas – como “Retrato de um Playboy – Parte II” e “Racismo é Burrice” – também foram lançadas músicas inéditas, como “Mandei Avisar” e “Cara Feia”.






O sucesso em Portugal era tamanho que ainda nesse mês amo Gabriel lançou um álbum exclusivo para o país, o “Tás a Ver: O Melhor de Gabriel o Pensador”, com a participação de Adriana Calcanhoto na música inédita “Tás a Ver?”.





2005 foi um ano bem cheio para Gabriel, e isso inclui o nascimento do seu segundo filho, o Davi. Ao redor disso, é lançado “Cavaleiro Andante”, onde é recriada a canção “Pais e Filhos” de Legião Urbana em “Palavras Repetidas”, que ganhou dois VMBs em 2005.




O álbum também contava com “Bossa 9”, “Sorria” e “Rap do Feio”. Mas, ainda assim, Gabriel foi dispensado pela gravadora Sony BMG, que entrou em processo de corte.






“Um Garoto Chamado Roberto”, segundo livro de Gabriel o Pensador, também foi lançado em 2005, e chegou a ganhar o famoso Prêmio Jabuti como melhor livro infantil, se tornando até mesmo pela teatral.



Depois de sofrer algumas acusações por uso de maconha junto com o ainda atacante do Real Madrid, Ronaldo, Gabriel lançou o single “Fala Sério”, ironizando a situação.




Gabriel também chegou a lançar um álbum totalmente infantil, o “Gabriel o Pensador para Crianças”, com “Gualin” e “Supertrabalhador”.






Ainda que amigavelmente, em 2009 o casamento de Gabriel com Aninha Lima chegou ao fim, mas ambos continuaram amigos.



Inspirado no filme “A Tropa de Elite” Gabriel lançou o single “Nunca Serão”, e para o jogo FIFA 12 foi lançado “Só Tem Jogador”.






Em 2012 foi lançado “Surfista Solitário”, com a parceria de Jorge Bem Jor, que ingressou no álbum independente “Sem Crise”, após sete anos sem novos lançamentos de álbuns.




Nessa álbum também estava a canção “Linhas Tortas”, onde Gabriel conta sua trajetória na música.





No ano seguinte foi lançado o videoclipe “Muito Orgulho, Meu Pai”, como uma homenagem clara de Gabriel ao seu pai. Já em 2015 veio “Chega” como forma de protesto.






No geral, Gabriel o Pensador é um rapper que apesar de não ter sentido na pele as diversas consequências de ser de uma minoria social, teve a capacidade e a sensibilidade de traduzir e lutar contra essas injustiças em forma do que chama – e é – “poesia falada”.

E para finalizar, temos a continuação de sua primeira música em "Tô Feliz (Matei o Presidente) 2", graças ao cenário político atual, lançado em 2017.




Com o seu estilo musical ainda que eclético mas sem fugir das linhas do rap, Gabriel consegue expressar sentimentos e pensamentos em frases simples – outras vezes não tão simples – mas que fazem sentido para quem as ouve.



Sendo considerado um dos maiores cantores e rappers brasileiros, é bem justificável a entrada desse cara foda como Artista do Mês da Kick Push.


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